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Entradas categorizadas como ‘Ligações’

A Paixão pelo Sul

Setembro 26, 2008 · Deixe um comentário

Tema da Tertúlia a Sul

Consumimos a maior percentagem da nossa existência a cumprir rotinas. Isso bastará para nos dar a felicidade que todos perseguimos? Ou, como seres inquietos que nascemos, ambicionamos sempre algo mais, algo diferente do que satisfaz os outros bichos?

Eis um problema existencial que sempre preocupou espíritos sensíveis. Quem é mais feliz? Quem preenche um ideal de vida mais verdadeiro? A gente simples e inculta do campo, que frui a sua existência em contacto com a natureza, sem interrogações, sem angústias, sem dúvidas, limitando-se a viver uma vida natural, acreditando na pureza dos seus actos e na força da fé, ou as pessoas que lêem, viajam, estudam, se interrogam, duvidam, se angustiam, sempre insatisfeitas, sempre em busca de respostas que não encontram, desesperadas?

Que vida tem mais sentido? A vida simples e natural ou a vida complexa de quem ousa questionar? O povo tem um ditado: “Não vá o sapateiro além da chinela.” Isto é, não estaremos a querer saber demais?

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Tertúlia a Sul

Setembro 4, 2008 · Deixe um comentário

A tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos.

A tertúlia a Sul, pretende ser um espaço de discussão livre de censura e  entre correntes de pensamento diferentes pelo cruzar de opiniões, troca de ideias, apresentação e discussão de ideias.

“A vida gira à volta de uma chávena”

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Alentejo

Junho 27, 2008 · 1 Comentário

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos… só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava… mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão… Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Recebido por email.
Autor desconhecido.

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Cowboy Junkies – Sweet Jane

Maio 30, 2008 · Deixe um comentário

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José Luis Peixoto

Abril 25, 2008 · 1 Comentário

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A COMPREENSÃO SEGUNDO SARAMAGO

Janeiro 7, 2008 · Deixe um comentário

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“Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras”

Dezembro 19, 2007 · 1 Comentário

“Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras”

Sempre de cigarro entre os dedos, desafiando as regras do politicamente correcto, António Lobo Antunes desmontou também algumas ideias feitas acerca do ofício da escrita. Por exemplo, a de que uma boa ideia faz sempre um bom livro.

O Meu Nome é Legião, o mais recente romance de António Lobo Antunes, foi o pretexto para uma visita do escritor à Biblioteca Municipal de Beja, na quarta-feira, 5, cidade a que não retornava há 14 anos. Mas o autor de Os Cus de Judas, este ano distinguido com o Prémio Camões, não perdeu muito tempo a falar da obra em si, preferindo deixar a conversa fluir ao sabor das perguntas de um auditório cheio e ávido. “Se eu pudesse resumir um livro em cinco minutos, para quê passar dois anos a escrevê-lo?”, declarou, logo de entrada. Os temas sucederam-se assim, sem rumo certo, desde a infância do autor, passando pela experiência da medicina, até ao mundo da literatura, com repetidas referências ao escritor já desaparecido José Cardoso Pires – “um irmão mais velho para mim” – e à sua própria visão dos livros enquanto autor. Sempre de cigarro entre os dedos, desafiando as regras do politicamente correcto, António Lobo Antunes desmontou também algumas ideias feitas acerca do ofício da escrita. Em primeiro lugar, a de que um bom livro se faz de uma boa história: “Um livro não se faz com ideias, faz-se com palavras. Eu insisto muito neste ponto: quando uma pessoa diz que tem uma ideia muito boa para um livro, eu não tenho a menor dúvida de que o livro é mau. Porque são as palavras que geram as palavras”.

Foi assim com o romance anterior, Ontem não te vi em Babilónia, que partiu da simples conjectura “como é que a noite se transforma em manhã?”, e é assim com O Meu Nome é Legião, que segue a vida dos jovens de um bairro social da periferia de uma grande cidade, descrita através de um relatório de polícia, num registo próximo da crónica. “Cada vez mais, quando começo um livro não tenho nada na cabeça. Neste último livro, o que eu tinha era um grupo de miúdos, aquilo a que as pessoas chamam delinquentes, crianças entre os 12 e os 18 anos. Faziam assaltos, matavam pessoas, roubavam. Porque sempre me pareceu que aquilo era muito mais uma forma de comunicar, a única forma que lhes era possível. E que a vida, a morte e a sociedade tinham para eles um significado diferente”.

E foi tudo o que Lobo Antunes disse sobre o romance que anda a promover pelo País, acompanhado pelo editor da D. Quixote. A partir daqui, colocou-se nas mãos da plateia, mediante o acordo de responder o que quisesse ao que lhe fosse perguntado. Por isso recordou a passagem pelo curso de medicina, em obediência aos desejos do pai, médico, o primeiro contacto com a realidade da morte, nos bancos de faculdade, ou a relutância em deixar a carreira, quando era já o que se chama “um psiquiatra da moda”, para se dedicar inteiramente ao que sempre soube que iria fazer, “desde que nasci”. “Sentia-me uma orelha enorme sentada numa cadeira onde as pessoas despejavam. Mas eu tinha medo de não ganhar o dinheiro suficiente para viver. A primeira vez que ganhei o Grande Prémio de Romance e Novela [Associação Portuguesa de Escritores] pensei que tinha que tomar uma decisão mas fiz isso com muito medo”, reconheceu, não enjeitando, no entanto, o seu anterior modo de vida, do qual conserva uma “certa saudade”. Acima de tudo pela “sensação de ser útil”, no contacto directo com os doentes. Pelo contrário, “enquanto escritor, eu não sei para quem escrevo porque não vejo as pessoas, estou ali sozinho”, disse, confessando que trabalha “virado para a parede”, com recurso ao velho método do papel e caneta, e com um livro aberto à frente, como fazia nos tempos do liceu para tentar dissimular, aos olhos dos pais, a “actividade pouco séria” da escrita.

“A literatura não é para distrair ninguém”

Desfiando histórias como se estivesse entre amigos, o premiado e traduzidíssimo escritor, há anos apontado como possível Prémio Nobel da Literatura, confessou também o seu “medo de escrever”. Em primeiro lugar, por nunca estar certo de ser capaz de escrever o próximo livro – “há pessoas que têm três, quatro livros na cabeça. Eu nunca tive nada” – depois, pelo receio de defraudar os leitores, “pessoas que depositaram em mim uma fé que eu nunca tive”. Mas há ainda um terceiro factor: a dificuldade. O primeiro capítulo de um livro pode chegar a ter 15 versões, até a obra “encontrar o seu caminho”, pelo que é frequentemente um processo demorado e penoso, de espera, às vezes infrutífera, pelas palavras certas. Sendo tão difícil escrever, o que mais impressiona o autor é que se publique tanto e – certamente por isso mesmo – tantas vezes, maus livros. Foi talvez o único momento em que Lobo Antunes revelou alguma amargura no discurso, aquele em que se referiu à “política editorial” enquanto algo que o indigna profundamente. “Publica-se o lixo porque o lixo dá dinheiro. E as pessoas compram e dizem: é para me distrair. Mas a literatura não é para distrair ninguém. Eu não quero distrair ninguém, não quero entreter ninguém. A literatura para mim, enquanto leitor, é um acto de conhecimento e aprendizagem. Sobre a vida, sobre mim mesmo”, rematou, deixando também claro a sua especial consideração pelos leitores portugueses, para quem escreve acima de tudo. “Eu escrevo sobretudo para as pessoas do meu país. Cada vez me sinto mais português, cada vez gosto mais do meu país, cada vez me sinto melhor aqui. É aqui que eu quero viver, é aqui que eu quero morrer”.

DIÁRIO DO ALENTEJO

autor Carla Ferreira texto | José Serrano fotos

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Paulo Pedroso

Novembro 15, 2007 · Deixe um comentário

Pedroso admitiu terem existido diligências junto do PGR

Paulo Pedroso admitiu hoje durante a sessão de julgamento do processo Casa Pia terem existido diligências de António Costa junto do antigo procurador-geral da República Souto Moura e do ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice.

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Membro

Novembro 14, 2007 · Deixe um comentário

Membro: integrante de corporação, organização, sociedade ou família; cada uma das partes de uma equação, separadas pelo sinal de igualdade ou desigualdade.

Para o tema que passo a abordar é ajustada a primeira explicação e sarcástica a segunda.

Todos, grosso modo, fomos ou somos, à nossa maneira, membros de uma corporação, entidade, sociedade ou família. Alguns são membros de um partido político. Têm cartão, pagam as quotas, recebem o jornal e, mais ou menos colaborantes, sentem-se porventura filiados na organização em equidade de deveres e direitos com qualquer outro seu igual. Devo, no entanto, referir que nem todos, à partida, se filiam com o mesmo intento. Aqui há, efectivamente, uma nítida separação de propósitos e interesses imediatos. Há os que se filiaram por acreditarem devotamente que o seu partido serve na perfeição os interesses dos cidadãos e do país. Há os que se filiaram por verem no partido uma franca possibilidade de sustentarem os seus interesses individuais. Devo ainda sublinhar que, não poucas vezes, com o andar da carruagem, estes intuitos se cruzam e se tornam miscíveis. É esta uma forma geral e genuinamente nacional de estar na política e, se quiserem, se servir da política.

Há, no entanto, que contar com o incontornável aparelho, peça condicionante do honesto e democrático sentimento da igualdade de deveres e direitos. Aparelho que, com as suas diversas especificidades, é transversal a todos os engenhos partidários.

Logo, de ânimo leve e de arranque, poderemos dizer que há duas mós no partido. Sendo que os militantes se dividem pela mó de baixo e pela mó de cima, consoante a facção que for dona do aparelho. Vale a pena relevar os do género militante contorcionista que têm por divisa: Bem com deus e com o diabo. Para estes mais ou menos assumidos militantes bóia, à partida, as mós são para os tansos, principalmente a de baixo.

Pormenorizando a questão, posso esgrimi-la da seguinte forma:
- No topo da pirâmide está a direcção, e mau grado um ou outro infiltrado e consequente agente duplo (papel difícil nos dias que correm), é que tem efectivamente o leme e a carta de marear na mão;
- Mais abaixo existe a comissão política, órgão onde se travam algumas guerras, geralmente de alecrim e manjerona, não muitas por mou de não partir o equilíbrio da cantareira das conveniências;
- Depois, espalhados pelos territórios e regiões, existem os directivos de base, órgãos que na generalidade se pautam por uma fidelidade efectiva com a cúpula nacional. E se não se pautam, o único remédio é passarem a pautar. Ainda que, uma vez por outra, se lhe permitam arrufos reivindicativos magnanimamente aceites pela cúpula, mas por demais demonstrativos da falácia democrática;
- Pelos órgãos acima elencados, para além do baronato, se espalham os funcionários que auferem o graveto e outras mordomias, os militantes contorcionistas e outros cortesãos. Desde os primórdios da social-democracia que, a esta facção autocrática, se achou conveniente chamar de nomenclatura;
- No deus dará do excedente militante existe ainda a amálgama do remanescente rebanho, ainda com as mós de baixo e de cima no tudo ao molho;
- Desta amálgama se serve a máquina para a tarefas menores, desde o colar cartazes a serem arregimentados para o laréu da propaganda da esferográfica e da bandeirinha. A amálgama deverá igualmente ter o condão da mobilidade, de modo a compor se necessário, qualquer comício no seu território ou noutros locais caso haja a suspeita de falta de massa crítica, sem que esta, verdadeiramente, tenha direito à crítica;
- Os da mó de cima presentes na dita amálgama, esgatanham como podem e dão lustro ao aparelho para saírem desta desesperante situação e ascenderem à nomenclatura, fiel depositária da esperança em mais elevados voos;
- Os da mó de baixo, quando muito, tornam-se contumazes na esquiva ao arregimentar para as tarefas menores e têm direito a arreganharem o dente nas assembleias ordinárias, isto, enquanto não lhes cortam seraficamente o pio.

Devo ainda referir uma espécie que paira pelas sedes partidárias, os inqualificáveis qualificados tarefeiros menores, geralmente militantes arreigados a uma fé canina que, desde o cafezinho ao macinho de cigarros para o chefe, são pau para toda a colher.

O rumo do partido está traçado pelos iluminados, nada nem ninguém o pode demover.

Um abraço ao compadre,

Joaquim Pulga

Crónica de Opinião

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O trovador irlandês

Novembro 13, 2007 · Deixe um comentário

 Musica Van Morrison Trovador Irlanda

A música tem acompanhado a história da própria humanidade exercendo diferentes funções e despertando os mais variados tipos de respostas do ser humano. A palavra música significa “arte das musas” e, na mitologia grega, as musas representavam os seres celestiais, que eram divindades que inspiravam as artes e as ciências. A inspiração deste trovador irlandês provém com toda a certeza dessas musas que lhe deram, com o seu talento e com a sua voz, a arte de nos encantar a nós meros mortais.( Obvious)

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Adriano Correia de Oliveira

Novembro 2, 2007 · 1 Comentário

Évora

Há dias em que mais vale…

Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo é mais um
Castigo de Deus

Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

À noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p´ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

Já vi
Há dias em que tu
não cabes
em ti

 Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito Andaluz

Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz

Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim

Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.

Ser Alentejano é um estado de Alma…

Alentejo & Sapientia

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Não é tarde nem é cedo…

Novembro 2, 2007 · Deixe um comentário

Benvindo ao “Alentejo a Cantar“, blog dedicado a toda a música e cultura deste nosso imenso Alentejo!

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Deborah Kerr

Outubro 18, 2007 · Deixe um comentário

Morreu a actriz Deborah Kerr, aos 86 anos.

Até à eternidade

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Sulscrito em Loulé

Outubro 15, 2007 · Deixe um comentário

O Sulscrito – Círculo Literário do Algarve tem o prazer de vos convidar para mais uma apresentação do nº 1 da revista de literatura Sulscrito.

Desta vez vamos estar em Loulé, na Casa da Cultura de Loulé, Sábado, dia 13 de Outubro, às 21h30.

Haverá leituras e espaço para conversar.

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Rancho Coral e Etnográfico de Vila Nova de S. Bento

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

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Grupo de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento

Outubro 9, 2007 · 1 Comentário

Grupo de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento

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Igreja de S. Francisco

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

Igreja de S. Francisco

Situada no centro da vila, é nesta Igreja que são celebradas as cerimónias religiosas quotidianas.

Desconhece-se ao certo em que ano esta Igreja foi construída, bem como quem a mandou construir, existindo no entanto duas versões diferentes em torno da sua construção.
Segundo os anais históricos da família de Assis e Brito, a igreja foi acabada de construir em 1846, sendo edificada sobre uma capela que no mesmo sítio existia e com o mesmo nome.
Tudo começou com a promessa efectuada pelo Capitão de Ordenanças e Major de Lanceiros Bernardino José de Brito o qual não conseguindo ter filhos (ou melhor, a sua esposa, D. Maria da Conceição Pacheco) prometeu a S. Francisco de Assis que se este a “agraciasse” com um filho varão, construiria uma igreja em seu louvor em Aldeia Nova de S. Bento e colocaria o nome do Santo a seu filho. Em 1804 nasceu o rebento ao qual foi posto o nome de Francisco de Assis de Brito, sendo baptizado a 25 de Julho desse mesmo ano. Faleceu em 1862 e durante a sua vida foi Morgado da Abóbada, morgadio que herdou de seu pai.

Existe outra versão sobre a história desta igreja.

Conta-se que no ano de 1738 o Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II, veio em romaria à Igreja de S. Bento, com o intuito de visitar o Santo para cumprimento de uma promessa. Pensa-se que este Infante aquando da sua visita, tenha mandado construir a Igreja de S. Francisco existente nesta localidade.

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Igreja de S. Bento

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

 

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As origens de Vila Nova de S. Bento

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

As origens de Vila Nova de S. Bento remontam ao século XIV.

Por volta desta data os Frades da Ordem Militar de Avis estabeleceram-se em Serpa por ordem de D. Dinis e fundaram os Montes da Abóbada, Cabeço de Vaqueiros e Fonte dos Cantos.

No período da Restauração, são duras as investidas do inimigo espanhol contra o nosso território. As pequenas povoações ao longo da fronteira são as que mais sofrem.

D. João IV viu-se obrigado a voltar as suas atenções para a fronteira alentejana.

O sítio onde hoje se ergue Vila Nova de S. Bento era ponto de passagem dos espanhóis, vindos de Aroche e Paymogo razão pela qual é aí construído um pequeno campo entrincheirado, guarnecido com um destacamento de soldados.

 

À protecção desta tropa vêm acolher-se os sacrificados moradores dos vizinhos lugarejos – Cabeço de Vaqueiros e Fonte dos Cantos.

D. João IV manda à sua custa levantar algumas habitações e entrega-as a esses moradores, para que assim reunidos pudessem mais facilmente enfrentar os castelhanos.

As antigas moradias são de todo esquecidas, desenvolvendo-se rapidamente essa nova aldeia – daqui se julga que tivesse aparecido o nome de Aldeia Nova.

Sobre o chamar-se de «S. Bento» conta-se o seguinte:

Aqui nos arredores, num sítio chamado Penalva diz-se ter havido um renhido combate entre 500 soldados castelhanos e 27 habitantes da aldeia há pouco formada. Estes, armados de paus, de instrumentos agrícolas e do mais que puderam arranjar, perseguiram os castelhanos, dispostos a dar a vida defendendo-se até ao fim, pois aqueles costumavam roubar-lhes o gado e tudo o que encontravam.

 

É neste encontro, segundo a lenda, que S. Bento teria sido visto pelejar denodadamente, contra os castelhanos, infringindo-lhe grandes perdas.
No final e apesar da tão grande desvantagem numérica, os aldeões saíram vitoriosos.
Esta estranha vitória atribuiu-se ao facto dos espanhóis se terem atemorizado com o aparecimento de um vulto que protegia os seus adversários.

Por esta circunstância, e pensando terem sido salvos pela ajuda de S. Bento, escolheram-no para seu padroeiro e juntaram o seu nome ao da terra, ficando a chamar-se Aldeia Nova de S. Bento.
Com o decorrer dos tempos Aldeia Nova de S. Bento tornou-se na maior aldeia do país.

Em 11 de Março de 1988 a Assembleia da Republica deliberou em reunião plenária elevar a localidade de Aldeia Nova de S. Bento a Vila. Passou então a chamar-se VILA NOVA DE S. BENTO.

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Vila Nova de São Bento

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

Pasted Graphic 11
Desenho de Cruz Louro – dezembro 1936

Pasted Graphic 2


Pasted Graphic 5
Dezembro 1720 – Fotografia julho 2005


Pasted Graphic 10
BENTO COSTA, O restaurador da Igreja São Bento
Pasted Graphic 3

Pasted Graphic



Pasted Graphic
Localização da Igreja São Bento

Pasted Graphic
Igreja São Francisco

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