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Entradas categorizadas como ‘O meu doping’

Van Morrison

Novembro 13, 2007 · Deixe um comentário

George Ivan Morrison cresceu em Belfast nos anos cinquenta, um período brilhante na história da Irlanda antes do agudizar da luta e do sectarismo provocado pela guerra entre nacionalistas irlandeses e unionistas. Desde cedo se dedicou à musica, primeiro com os Them e mais tarde, a partir de 1966, numa carreira a solo.

 Musica Van Morrison Trovador Irlanda

Conhecido como “Van the Man” pelos seus fãs, multi-instrumentista, dono de uma voz notável e de uma personalidade muito pouco sociável e peculiar, este ecléctico músico que viaja pelos terrenos do jazz, R&B, folk, Irish, Scat e da música Celta, produziu registos notáveis como “Astral Weeks” de 1968, talvez o seu melhor trabalho, “Veedom Fleece“, “Common One“, “It’s Too Late to Stop Now“, talvez um dos melhores álbuns gravados ao vivo da história do rock, e “Irish Heartbeat“, um seminal encontro com os Chieftains do qual resultou um álbum lindíssimo que ficará para os anais da música irlandesa.

Van Morrison continua hoje, quatro décadas volvidas, para regalo dos nossos ouvidos, com o mesmo fulgor e talento de outrora. A solo ou em parcerias notáveis, a sua música continua a ser uma das mais belas e sublimes odes à criatividade da raça humana.

Van Morrison que, no dealbar da década de oitenta, passou por um dos piores pesadelos de qualquer músico, o “stage fright” o medo do palco, que o levou a actuar em pequenos clubes até o conseguir vencer, no inicio da década de noventa, numa memorável interpretação de “Comfortably Numb” no “The Wall: Live in Berlin” de Roger Waters, influenciou toda uma geração de músicos como U2, Bruce Springsteen, Elvis Costello, Bob Seger, Jimi Hendrix, John Mellencamp, Jim Morrison, Rickie Lee Jones e Jeff Buckley e é, pelo brilhantismo da sua lírica, por muitos considerado como o Bob Dylan europeu.

Como comentou brilhantemente Greil Marcus: “No white man sings like Van Morrison.”
Sing it again, Van.

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Adriano Correia de Oliveira

Novembro 2, 2007 · 1 Comentário

Évora

Há dias em que mais vale…

Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo é mais um
Castigo de Deus

Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

À noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p´ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

Já vi
Há dias em que tu
não cabes
em ti

 Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito Andaluz

Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz

Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim

Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.

Ser Alentejano é um estado de Alma…

Alentejo & Sapientia

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Amy Winehouse

Outubro 23, 2007 · Deixe um comentário

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Uma oração

Outubro 17, 2007 · Deixe um comentário


Jorge Luís Borges

Minha boca pronunciou e pronunciará, milhares de vezes e nos dois idiomas que me são íntimos, o pai-nosso, mas só em parte o entendo. Hoje de manhã, dia primeiro de julho de 1969, quero tentar uma oração que seja pessoal, não herdada. Sei que se trata de uma tarefa que exige uma sinceridade mais que humana. É evidente, em primeiro lugar, que me está vedado pedir. Pedir que não anoiteçam meus olhos seria loucura; sei de milhares de pessoas que vêem e que não são particularmente felizes, justas ou sábias. O processo do tempo é uma trama de efeitos e causas, de sorte que pedir qualquer mercê, por ínfima que seja, é pedir que se rompa um elo dessa trama de ferro, é pedir que já se tenha rompido. Ninguém merece tal milagre. Não posso suplicar que meus erros me sejam perdoados; o perdão é um ato alheio e só eu posso salvar-me. O perdão purifica o ofendido, não o ofensor, a quem quase não afeta. A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios. O restante não me importa; espero que o esquecimento não demore. Desconhecemos os desígnios do universo, mas sabemos que raciocinar com lucidez e agir com justiça é ajudar esses desígnios, que não nos serão revelados.

Quero morrer completamente; quero morrer com este companheiro, meu corpo.

Jorge Luís Borges

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Vila Nova de São Bento

Outubro 9, 2007 · Deixe um comentário

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Desenho de Cruz Louro – dezembro 1936

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Dezembro 1720 – Fotografia julho 2005


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BENTO COSTA, O restaurador da Igreja São Bento
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Localização da Igreja São Bento

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Igreja São Francisco

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