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O fermento das periferias

Outubro 1, 2007 · Deixe um Comentário

O fermento das periferias

Vivo na periferia da periferia de Nairobi. Mas aqui estão sempre a acontecer coisas novas, que nunca acontecem nos condomínios fortificados do centro da capital. Na verdade, é aqui que surgem todos os fermentos da vida.

Quando, em 99, vim viver para aqui, a localidade chamava-se Riruta. Continuo a viver na mesma casa, mas o aumento da população fez com que os nomes também se multiplicassem. Riruta desmultiplicou-se em Riruta East, Ndurarua, Satellite, Railway, etc. assim, agora vivo em Nairobi, periferia do Ocidente. As periferias expandem-se.

Em Riruta e arredores, que somam um total de mais de 100 mil habitantes, as estradas estão em condições calamitosas. Os esgotos, a rede eléctrica, a linha telefónica chegam só às estradas principais. O posto da polícia é um conjunto de barracas de chapa enferrujada. Serviços sanitários e escolas públicas são totalmente inadequados. E todavia, por incrível que possa parecer, esta periferia de periferia de Nairobi é para muitas pessoas o centro, é a meta que promete o fim de todos os sofrimentos, o sonho de um futuro mais bem mantido vivo através das cartas de amigos que aqui se estabeleceram há já alguns anos.

Quem gostaria de viver aqui? Não só quem vive nas zonas rurais semiáridas do Quénia, onde serviços sanitários e escolas públicas são praticamente inexistentes, mas também centenas e centenas de desesperados que fugiram da área dos Grandes Lagos. De facto, o crescimento galopante de Riruta deve-se sobretudo à imigração clandestina daquela área.

Viver no paraíso

À pergunta: “Porque vieste viver para Riruta?”, Jean Jacques, burundês licenciado em Psicologia e casado com uma ruandesa, responde: “Quando o governo tanzaniano decidiu obrigar os refugiados a voltar para os seus países de origem, mandaram-nos para a fronteira. Tínhamos de atravessar o rio Kagera. Sob o olhar dos representantes da ACNUR, dos soldados ruandeses e dos tanzanianos, as pessoas eram atadas com uma corda. Filas inteiras de pessoas preferiram lançar-se ao rio e ali morrer do que voltar ao Ruanda. Até hoje ninguém denunciou o facto. Eu decidi fugir.”

Pierre, esse é da República Democrática do Congo e acaba de fazer 19 anos. Está em Riruta há ano e meio, e, precisamente no dia em que escrevia este texto, fui com ele ao encontro com dois investigadores do Tribunal Penal Internacional. Pierre foi um menino-soladado, e fugiu do seu país quando o senhor da guerra lhe ordenou que matasse um jornalista e um missionário, pessoas que o incomodavam porque denunciavam o que estava a acontecer. Pierre decidiu que não podia mais obedecer a estas ordens – já tinha assassinado dezenas de pessoas – e escapou, porque recusar-se a matar significaria inevitavelmente a sua morte. A primeira vez que o encontrei, na paragem dos autocarros que chegam da Campala, com o desespero e o medo estampados num rosto ainda de criança, parecia um animal preso na ratoeira. Depois, notei que se ia acalmando de dia para dia, enquanto procurava voltar a uma vida normal juntamente com os outros jovens da casa onde vivo. Hoje, enquanto contava aos investigadores a sua vida, durante mais de duas horas conseguiu controlar-se e controlar toda a desconfiança nas instituições que a sua experiência lhe incutiu. A dada altura, desatou a soluçar de modo incontrolável; e quando conseguiu falar, disse: “Não quero pensar mais em todo o mal que fiz, nem no mal que me fizeram a mim.”

O encontro com Deus

Em Kibiria, porém, não há só histórias dramáticas. As periferias são também, para quem é capaz de ver, laboratórios da sociedade do futuro. Aqui, a sociedade muda, inventa novas formas de sobrevivência. Nos bairros de Nairobi rica reforçam-se as cercas com arame farpado, há quem se feche atrás dos muros, aumenta-se a potência dos holofotes para iluminar todos os recantos das vivendas e multiplicam-se os seguranças (todos pobretanas que de dia vivem em bairros como Riruta e de noite protegem os ricos); o ideal é que não aconteça nada, que ninguém perturbe o mundo dourado em que se vive. Ao contrário, nas periferias surgem todos os fermentos desta sociedade. Alguns são fermentos de violência e de ódio, mas outros são fermentos de solidariedade e dignidade.

Aqui estão os criadores: o Lionel que, há menos de 30 anos, anda a preparar a sua morte por alcoolismo, mas que pinta quadros onde a vida esplode com cores e formas das mais extraordinárias; a Miriam, que vive só numa barraca, onde, à noite, com uma velha máquina de escrever, inventa a trama de uma telenovela sobre a vida nos bairros de barracas que gostaria de vender a uma televisão privada; o Charles, também ele ruandês, e também ele ilegal, que, depois de um dia de trabalho como técnico de computadores, enquanto a mulher e os filhos preparam o jantar num fogareiro a carvão, trabalha num portátil para desenvolver um novo software; e está também a Anjela, que quer dar vida a um grupo de formação para seropositivos. A periferia, para quem crê e quer deixar-se renovar, é o encontro com o Deus que não tem nada, que vem de baixo, que nos olha com os olhos das crianças, nos fala com a voz das prostitutas, nos abençoa com a voz do velho que está para morrer.

A África mediática

Quem decidiu que Kabiria é a periferia? Onde está o centro? Não teremos talvez, antes de mais, de pôr em discussão a ideia de centro? Não é esta ideia o resultado de uma doença grave, que infectou todo o ocidente, e que se chama, vejam só, etnocentrismo?… Ainda para mais na sua variante mais patológica, o racismo…

O Ocidente, o Norte do mundo, acredita ser o centro do mundo, o modelo de desenvolvimento válido para todos, e que se os outros não o imitam é simplesmente porque são atrasados corruptos, preguiçosos e, naturalmente, pouco inteligentes. Fecha-se por isso num isolacionismo que o condena a não compreender os outros, e portanto a não se interessar pelos outros. Há uma parte da opinião pública ocidental que se insurge contra este estado de coisas, que procura compreender os problemas em profundidade, mas esta parte, que está porventura a aumentar, é certamente ainda uma minoria que não consegue influir nas opções dos grandes meios de comunicação.

Quantas vezes ouvi dizer a competentes e apaixonados enviados especiais de visita a um país africano coisas do género: “O meu director diz que uma notícia por dia sobre a África é mais que suficiente. Portanto, como já se está a falar da Somália, não há esperança de que qualquer outro país africano consiga espaço. Portanto, como já se está a falar da Somália, não há esperança de que qualquer outro país africano consiga espaço. A menos que aconteçam coisas absolutamente extraordinárias, como novas guerras, milhares de mortos, carestias.”

Realmente, guerras, mortos e carestias parecem ser as únicas coisas que podem interessar quando se fala da África.

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Missão num mundo globalizado

Outubro 1, 2007 · 1 Comentário

Missão num mundo globalizado

A Europa parece ter descartado Deus, e com ela o resto do Ocidente e uma boa parte do mundo. Porque, ao mesmo tempo que a globalização difunde até aos confins do planeta novas técnicas e novas formas de sujeição económica, espalha igualmente novas formas de estar, sentir e pensar.

«Agnose» é um neologismo usado por Anton Houtepen num livro recente, God: An Open Question (Deus: Uma Questão em Aberto), no qual o autor o compara com o mais tradicional termo «agnosticismo» para descrever a condição específica da Europa e do Ocidente de hoje. Enquanto o «agnosticismo» significaria «uma atitude básica com fundamentação teórica que encara qualquer referência a Deus como um impossível e desnecessário acrescento ou duplicação do conteúdo do conhecimento humano, e que, por isso, pretende manter Deus fora da ciência e da política», a «agnose» indica «um processo muito mais difuso, no qual Deus e a referência a Deus têm desaparecido lentamente da consciência».

Numa palavra, a sociedade europeia da actualidade tem levado ao abandono de Deus. Não é somente uma questão de escolha pessoal, e não está limitada a uma menor frequência da Igreja ou a um envolvimento reduzido na vida da comunidade cristã. Representa, antes, um fenómeno cultural, que afecta todas as formas do quotidiano: «Pensar de forma diferente, sentir de forma diferente, agir de forma diferente em todas as esferas da vida, incluindo os seus limites, nascimento e morte.» A «questão Deus» parece ter desaparecido do horizonte da vida humana. E mesmo aqueles que ainda continuam a ter uma prática religiosa tomam parte neste novo clima cultural de diversas formas.

Um novo império

A partir do Ocidente, particularmente desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, uma nova ordem socioeconómica e política tem vindo a ser estabelecida, e tem todas as características de um império de tipo novo, nunca antes experimentado na História. A interligação económica de todos os seres humanos em todo o planeta tem lugar através de um fluxo de capital cada vez mais livre, formando assim um mercado global e, sistema financeiro único, conjugado e sustentado por uma rede global de comunicação e que se concretiza numa dispersão da manufactura de produtos únicos a ponto de se aproximar de uma indústria global. Neste sentido, o novo império está em toda a parte, sem nome nem território específico. Este desenvolvimento, mais do que uma neutra transformação económica, atesta o poder de decisão do factor económico nos processos históricos. O chamado «mercado livre»/«comércio aberto» transforma-se na ideologia do capitalismo neoliberal ou «capitalismo total», realça Milton Friedman. Alguns autores falam de cultura do economismo (como R. Esteban e J. Collier) ou, antes, de uma anticultura (Aylward Shorter). Aqui, o «mercado» é visto como uma força hegemónica e auto-reguladora, o «mercado racional» surge para controlar todos os comportamentos e o factor económico é absolutizado. O próprio ser humano é reduzido a uma única dimensão: o homo economicus, o homem económico.

Um círculo vicioso

A complexidade da vida permanece encerrada no círculo da produção-consumo com o lucro como a razão principal do sistema. O mercado e o economismo são propagandeados como a solução mágica para todos o: problemas e estão a adquirir, de certo modo, o estatuto de um ídolo, quando deveríamos, na verdade, falar de «um círculo vicioso diabólico». A tecnocracia dos meios de comunicação, monopolizados pelas forças do mercado, transforma esta cultura num filtro no interior da consciência pública, por meio de uma espécie de lavagem ao cérebro cultural, «pese embora a auto-imagem democrática dos meios de comunicação», sublinha Shorter.

As próprias culturas não ocidentais são atraídas para este vértice eurocêntrico: a monocultura do economismo prejudica as culturas do mundo, ameaçando a sua própria existência e levando a conflitos civilizacionais. O que é mais dramático e directamente pertinente para a «questão Deus» é o facto de a força fundamental deste novo império capitalista ter raízes na tecnologia/disciplina do «desejo»; o desejo humano, como o poder mais profundo pelo qual os seres humanos podiam abrir-se a Deus, é manipulado por uma tal força competitiva que «é submetido às exigências da produção do mercado” defende Daniel M. Bell Jr.

Desta maneira, o domínio capitalista adquire uma espécie de carácter «ontológico», um modo de ser, de existir. Num plano mais social, numa sociedade de mercado todos são consumidores-produtores. Primeiro «consumidores», e a liberdade de «escolha é o supra-sumo na economia de mercado. Mas à «liberdade» de escolher como «consumidores» corresponde a «escravização» às exigências do mercado como «produtores».

Por fim, todos são vistos como vendedores de trabalho. Até mesmo a «classe média» e a burguesia, os verdadeiros agentes da modernidade, irão desaparecer. A sociedade do mercado global será formada por um muito pequeno grupo de gente muito rica contra uma grande maioria de pessoas cada vez mais empobrecida.

Num plano individual, a pessoa é para o mercado uma «unidade de produção». Que permanece indefinidamente irrelevante. O sentido de «vocação» pessoal perdeu-se na sequência dos papéis económicos desempenhados pelo indivíduo. O significado de «valor» é redefinido: a consciência do «valor» permanece forte como sempre, mas como valor de mercado «quantificado».

Viajantes sem objectivos

Se pusermos agora lado a lado os dois aspectos que caracterizam a condição actual da sociedade europeia e ocidental, isto é, a sua dialéctica «mentalidade moderna/pós-moderna» e o mercado dominante, a imagem do errar nómada afigura-se adequada. Apesar do que deveria ser um conflito interno e de algumas das reais manifestações de descontentamento da pós-modernidade com a globalização, em certo sentido, os dois convergem. Diversos intelectuais têm assinalado, de diversas maneiras, esta ligação. O teórico e crítico literário norte-americano Fredric Jameson relaciona os sintomas da situação pós-moderna com a formação da cultura da sociedade capitalista actual.

David Harvey, por sua vez, relaciona a ascensão das formas culturais pós-modernas com a emergência de modos mais flexíveis de acumulação de capital. O capitalismo, nas suas infinitas modulações, apropria-se da maneira de ser pós-moderna; o mercado livre e a pós-modernidade coincidem no desenfreado estilo de vida pós-moderno que liga bem com a mentalidade facilitista da sociedade de consumo. De um ponto de vista sociológico, o indivíduo pós-moderno da Europa dos nossos dias é construído tanto pela crise da modernidade como pelo desenvolvimento da sociedade do mercado livre com a sua flexibilidade de papéis económicos.

As pessoas pós-modernas são moldadas como «optantes», saltitando de experiência em experiência, acumulando sensações e procurando o prazer. São «viajantes», mas sem um objectivo definido a atingir. Para o pensamento pós-moderno, a História como uma viagem com um sonho e um desígnio em certo sentido acabou; neste contexto, a única tarefa «é a de abjurar e reinterpretar interminavelmente a ausência de uma fundação (quer seja Deus quer seja humana) na qual a compreensão da realidade foi estabelecida outrora», como defende Tiziano Tosolini. Isto leva o sociólogo Zygmunt Bauman a afirmar: «O ponto central da estratégia da vida pós-moderna não é a construção de uma identidade, mas o evitar ser constante.» E Georges De Schrijver pode dar a seguinte imagem das pessoas pós-modernas: «Libertaram-se com êxito da força centralizadora das normas e estruturas invariáveis.» Têm a coragem de desafiar o papel da «monotonia» e combinam a dança da encantadora dispersão, desta maneira desfrutando a «intolerável frivolidade da existência». «Atentos às diferenças e errando divertidamente no labirinto dos sinais sempre mutáveis, celebram a sua fuga ao controlo total da presença completa […] As pessoas pós-modernas já não sentem necessidade de construir pilares estáveis para pontes que cruzam as areias movediças dos acontecimentos efémeros.»

Turistas e vagabundos

A imagem que melhor se lhes ajusta é talvez a dos turistas, vagueando «de centro comercial para centro comercial, de um local exótico para outro», desta para aquela experiência, até à fantasia da realidade virtual: «O seu deambular não é rectilíneo, antes errático através de séries de episódios sem passado nem consequências.» Seja como for, o «errar nómada» da sociedade pós-moderna do mercado global não é apenas o dos «turistas». O mundo dos «turistas» é perturbado pela irrupção dos vagabundos, isto é, os «proscritos» e os «excluídos», os desempregados e os sem-abrigo, os que pedem asilo e os imigrantes: estes «são os viajantes a que recusaram o direito de se tornarem turistas», afirma Z. Bauman.

Eles são as vítimas do mundo pós-moderno e do mercado global. O capitalismo tardio e a economia globalizadora activam novos mecanismos de exclusão. A experiência da «ligação/interligação», que transforma o mundo numa aldeia global, caminha a par da experiência oposta da «exclusão»: muitos são parte do mundo globalizado apenas porque se tornam ferramentas descartáveis para o mercado e são bombardeados pelos média com os ícones da cultura da globalização. Na realidade, a aldeia global contrai-se e conduz muitas pessoas para fora do sistema.

Uma nova escravidão

Um novo tipo de escravidão surge, focada nos grandes lucros e nas vidas baratas. Neste contexto, o ideal pós-moderno da descentralização e da tão exaltada heterogeneidade mostra todas as suas ambiguidades. A vida pós-moderna é uma vida numa «sociedade dual», defende G. De Schrijver.

Para Joerg Rieger, «enquanto o fosso entre os ricos e os pobres continua a aumentar, a pós-modernidade tende a erodir um sentido para aqueles que falham logo à partida». No meio de todas as diferenças, eis a «diversidade» do povo sofredor. Esta outra «diversidade» poderá ter todos os potenciais para se tornar a estimulante revelação da face do Deus Crucificado no meio da Europa dos nossos dias.

Um mundo em fuga

É também verdade que o homem e a mulher europeus definham sob a perda de sentido e a ansiedade do vazio pós-moderno. Além disso, não apenas os turistas pós-modernos estão debaixo de uma pressão constante para evitar o perigo de «oportunidades perdidas», como também a irrupção de vagabundos no seu cenário os faz compreender a fragilidade da sua própria situação, como se poderão vir a tornar vadios. Isto também faz parte da mobilidade do mercado. Assim, não importa a sua presente posição na sociedade, a pessoa pós-moderna é sempre confrontada novamente com a insegurança existencial.

A necessidade de segurança é também uma das razões pelas quais as sociedades pós-modernas se tornam Estados policiais. Apesar de tudo, o mundo global é um «mundo em fuga», afirma o sociólogo Anthony Giddens, isto é, um mundo sem um sentido partilhado do devir da nossa História, enfrentando na verdade um novo tipo de risco, os «riscos fabricados», tais como o aquecimento global, a poluição, o mercado instável, as consequências imprevisíveis da engenharia genética… Ignoramos os efeitos do que estamos a fazer e para onde vamos: o que provoca uma profunda ansiedade. A questão crucial aqui é se tudo isto facilita o caminho para uma nova religiosidade. Genuíno, o desencanto do homem e da mulher pós-modernos encarna num apelo a algo que poderá ser realmente diferente e novo. De facto, um desejo de uma experiência de transcendência e especialmente de espiritualidade está a tornar-se tão óbvio numa pluralidade de movimentos que povoa o mapa da Europa dos nossos dias e do Ocidente em geral. Alguns julgam identificar nisto um regresso ao sagrado e à religião. Outros, contudo, duvidam que seja o caso. Demasiadas vezes este aparente ressurgimento da nostalgia religiosa permanece confinado e de uma maneira ou de outra aprisionado na esfera do indivíduo ou é canalizado para movimentos que ficam nas margens da sociedade, f ignorando não só a crítica à modernidade da religião como os duros factos do mercado, quando eles não caem no esoterismo ou mesmo no fundamentalismo. Continua igualmente incerto de que maneira a agora chamada experiência religiosa e a procura de espiritualidade podem ser interpretadas num sentido teísta e como poderia levar ao Deus pessoal do Cristianismo. Apesar destas ambiguidades, estes vários ressurgimentos teístas de movimentos espirituais são significativos como sintomas de um mal-estar que se alastra e sinais de fome espiritual, e merecem uma mais cuidadosa atenção em relação com a questão de Deus.

Benito de Marchi

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