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Entradas marcadas como ‘Portugal’

Globalização

Maio 19, 2008 · Deixe um comentário

Muitos países, mesmo entre os mais desenvolvidos, são pouco globalizados nas ideias. Verdadeiramente globalizados no imaterial, encontramos sobretudo cidades, como Londres, Paris, Amesterdão, Nova Iorque ou São Francisco, para falar apenas do Ocidente. Aí circulam pessoas e ideias vindas de todo o lado. Aí, ser ou não politicamente correcto, um debate ainda na moda nos sítios menos abertos, já deixou de ser assunto, pois o que interessa é tratar bem os outros, vindos de onde vierem.

A fraca globalização das ideias nota-se nos noticiários da televisão, nas primeiras páginas dos jornais, nas análises dos colunistas, nos “blogs”, nos trabalhos académicos, nas conversas de café. Os media verdadeiramente globalizados são a excepção, não a regra. Leia-se o “New York Times”, veja-se a BBC, ou mesmo o “El País” e compare-se com a esmagadora maioria da imprensa e dos noticiários em países como Portugal. As universidades globalizadas são também excepção (e as melhores).

Pedro Lains (JN)

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DERROCADA

Novembro 24, 2007 · Deixe um comentário


O mundo das obras de arte (e aqui falo principalmente das obras literárias), só o sinto verdadeiramente próximo de mim quando se abre ou predispõe à expressão tensa da realidade. Não como simples espelhamento (técnica típica do que usa o subterfúgio para entrar na contabilidade das grandes vendas apesar, ou por causa, da habitualidade da escrita que utiliza) mas como comunicação organizada e estilisticamente nova do que explode dentro e fora de quem escreve, de quem se esmaga nas palavras que tenta usar. Quando procura ser um alicerce, ainda que não reconhecido por quase ninguém, de um sentido que combate, testemunha o combate, faz do quase impossível a procura do seu breve bem.

Não sou dos que acreditam que se deva gritar Revolução quando se diz Sofrimento Social. O século XX mostrou-nos como, em crescendo desde os finais do século XVIII, a palavra «revolução» sempre trouxe com ela associada a palavra «terror». O Sofrimento Social precisa de ser enfrentado de outro modo, e creio que só as democracias o podem tentar resolver. Se uma democracia falha a resolução do Sofrimento Social, então ela falha a sua própria razão de ser. E os «monstros» começam a cercá-la, prontos a desfazerem-na, numa intervenção sumária que nos trará a bem conhecida experiência de outro tipo de extermínios.

Creio que em Portugal, se não fosse a União Europeia, haveriam de ter acontecido desses abalos tremendos que transformam milhares em enxurradas. Pois que tudo está descontente, como em 1910, em 1926, em 1974…

A arte não pode ser um movimento social meramente vulgar. Dentro dela, a literatura não pode contentar-se com o ponto de vista da ideologia. Tem de se tornar prova do real. De confronto com o desvirtuamento da humanidade do seu tempo. Para isso, não precisa de tornar-se política (partidária), bem pelo contrário, mas necessita de combater o que o político aniquila no quotidiano, e cada um só tem uma vida para viver. Acredito que todos os políticos actualmente em exercício em Portugal não queiram provocar, por vontade deliberada, o desabamento na aceitação da democracia. Mas penso muitas vezes, contra a minha própria razão, que se tornam cúmplices de um desastre assim.

O que está a trazer a democracia aos portugueses? Fome, agravo, muito pouca capacidade de sobreviver, uma saúde desastrosa, um peso fiscal aterrador que atinge os que precisam desse dinheiro levado para poderem atravessar o fim do mês.

20% dos portugueses concentra 80% da riqueza. Cada ano consegue enriquecer ainda mais. Nada tenho contra a existência de ricos produtivos numa sociedade, penso é que a riqueza não lhes deveria ir sempre parar às mãos e que teria de haver uma classe média muito forte que permitisse inúmeros focos de riqueza distribuída por todos (mas o nosso pequeno neocapitalismo não parece gostar de coisas assim). Como eles fazem, não sei; mas não acredito que o façam criminosamente; sabem apenas aproveitar o que a organização social deste tipo de governações lhes permite conseguir.

Os restantes 80% ou lutam para poder equilibrar as suas finanças (e tanto faz que tenham filhos como não tenham, embora os primeiros sofram sem dúvida bem pior situação, se se preocuparem com os seus filhos, o que nem sempre acontece com todos) ou tombam no dia-a-dia vivido como uma migalha de nada caída em sítio nenhum.

Mas há ainda um maior horror: que fará alguém com 360 euros mensais nos dias portugueses de hoje? Assiste, por certo, a cada um dos seus dias como a um lento suicídio. As políticas de sacrifício (pedidas já por dois governos sucessivos – houve um interregno que não conta – sem que se lhes perceba as diferenças práticas) estão a servir realmente para quê?

Atrás dos computadores tudo se desumaniza e transforma em números e nos é dito em estatísticas. Mas as pessoas? O que são e o que sentem as pessoas? Pouco percebo destes assuntos, mas começo a acreditar que não está nestas políticas solução alguma, o caminho terá de ser outro; a estratégia dos impostos, por exemplo, percebe-se que não é a saída. Há muitos economistas que dizem que sim. Mas não só a economia não é uma ciência (quando muito é uma prática calculante, nem sequer adivinhatória) como é sempre possível, por isso mesmo, encontrar um segundo grupo de economistas que defenda exactamente o contrário e um terceiro grupo ainda que divirja do que os outros grupos proclamam.

Não haverá demasiada tacanhez de economistas neste nosso processo e uma total falta de visão voluntariamente política e sem o suporte de actividades deletérias como todos os partidos até agora existentes praticaram, uma vez que todos eles já estiveram no poder?

A maioria dos meus amigos (quem não terá amigos assim ou não estará a falar de si próprio quando dos seus amigos fala?) está entre os 80% atrás referidos. Se uns vão conseguindo sobreviver gerindo com extrema severidade o seu orçamento, outros há muito que se têm servido de créditos bancários para conseguir «esticar» o ordenado. Vivem no limite do zero. Só podem, além de trabalhar – os mais afortunados -, pensar em como hão-de prover à educação dos filhos, aos seguros que têm de providenciar para protecção dos filhos em empregos arriscados, pagar os juros bancários e deixar para o fim a qualidade dos alimentos com que têm de manter a saúde, que, provavelmente, mais depressa se deteriorará, remédios que já se tem de pensar duas vezes antes de comprar, uma vez que o próprio vestuário teve de deixar de existir como necessidade de primeira. Vejo nas suas caras o mesmo abandono, a mesma apatia, o total desencanto que já reconheço naqueles com quem ando nos autocarros e que não sei quem são.

Os meus amigos: professores, enfermeiros, mesmo médicos, bem como rapazes e raparigas e homens e mulheres de meia-idade que vivem a recibos verdes, em que se incluem artistas ou escritores que não conseguiram ou não quiseram transformar-se em mercado de boa publicidade. Todos estão unidos pela mesma frustração. Vejo o desânimo invadir-lhes a vida que já foi feliz.

Ao referir-me a estes exemplos, estou a pensar insistentemente em palavras de uma mulher que admiro, Isabel Jonet, da Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome. E é tanto mais de confiar na minha admiração quanto eu não sou crente de nenhuma religião e ela é profundamente católica (religião que exclui o modo da minha própria vida).

Os que tiverem computador podem encontrar um exemplo do seu pensamento escrevendo o seu nome no Google (por exemplo) e abrindo a primeira entrada que surge aí neste momento, «Solidariedade»: uma entrevista extraordinária. Foi ela quem alertou para o alastramento da pobreza e do sofrimento social daí decorrente ao referir, numa entrevista à TSF amplamente divulgada na Web, «uma nova classe de novos pobres em Portugal, pessoas que, embora auferindo de um salário, não têm no final do mês todos os rendimentos de que necessitam para fazer face às necessidades do seu agregado familiar». Eu acrescentaria, a agregado familiar, pessoas sozinhas a quem o mesmo acontece. Ou pessoas a viverem conjuntamente sem que as deixem constituir-se como agregado familiar.

Fala ainda desse outro pesadelo que parece nada estar a resolver, a não ser consentir que o Estado e os enriquecidos possam lavar as mãos das consequências que tudo isso trará, mais do que no presente, no futuro dessas pessoas: «Jovens a trabalharem a recibos verdes, sem possibilidades de pagar a Segurança Social, que se vêem a braços com situações dramáticas e que muitas vezes têm de pedir apoio a estruturas sociais para poderem sobreviver.» (Peço desculpa a Isabel Jonet pela extensão das citações, mas foi a principal instigadora do meu artigo de hoje.)

Precariedade em quase tudo, vidas alarmadas, o desemprego, pobreza, recursos aflitivos a bancos (que podem nem ser conseguidos), vidas amodorradas à dificuldade de só passarem amargamente de um dia para outro dia, mesmo trabalhando até aos limites das suas possibilidades. Para já não falar dos que nem sequer nada disto têm. Destroem a classe média, precisamente aquela de onde, quando não sujeita às extremas pressões da insuficiência, quase sempre vi irromper as aberturas civilizacionais mais consistentes. Esta, não tendo para onde se voltar (já experimentou todos os partidos desta democracia), aceitará um dia politicamente o quê? Se é o espaço fundamental das conquistas democráticas, rapidamente também se torna o espaço da derrocada das próprias democracias. O nosso sistema político não estará já perigosamente em causa?

Segundo dados da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (Setembro de 2007), surgimos em último ou em penúltimo lugar em: taxa de risco de pobreza, situação de desemprego, risco de pobreza de pessoas empregadas, abandono escolar, desigualdade na distribuição do rendimento. Entre nós, onde a taxa de pobreza objectiva é de 20% (uma imensa fatia populacional que já é pobre por completo), 47% consideram-se pobres e 39% afirmam ter dificuldades financeiras. Segundo o Senhor Presidente da República, em 18/10/2007, «sozinho, o Estado não consegue melhorar a situação». Conseguirá melhorá-la mesmo com ajudas? Porque o Senhor Presidente da República confessou: «Envergonho-me um pouco desta posição.» Fica-lhe muito bem essa vergonha. Mas é estranho o facto de só se envergonhar «um pouco». A vergonha total, quem terá de a sofrer?
Por JOAQUIM MANUEL MAGALHÃESIn “Expresso”

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O Fundo do Poço

Novembro 23, 2007 · Deixe um comentário

OPINIÃO  

Mário Negreiros

O Fundo do Poço


Com uma frequência assustadora e cada vez maior, vejo-me a pedir que chegue logo, o quanto antes, o fundo do poço. É a crença redencionista, apocalíptica, cristianíssima, de que a maldade tem que se revelar em toda a sua grandeza para que depois, só depois, nos rendamos à luz, à paz e à harmonia. E, no entanto, sendo o poço um poço, a queda sem fundo é horrível, abismal, mas a outra alternativa – o encontro com o fundo – é trágica. E fatal.

Mas não é um poço. E não tem fundo – embora possa ser trágica – e fatal. É a realidade, que sempre pode piorar. Sempre! E melhorar.

Vivi muitos anos no Rio de Janeiro, cidade que, berço da gentileza da bossa-nova e de tantas outras gentilezas, foi-se tornando, dia-a-dia, palco de violências de uma crueldade insuperável até que, na semana seguinte, outra crueldade a superasse. Pelo menos uma meia dúzia de tragédias cariocas ao longo dos anos 90 foram capazes de me convencer de que a cidade tinha chegado ao fundo do poço e que, a partir dali, só podia encontrar o caminho da luz, da paz, e da harmonia. Uma leitura rápida nos jornais cariocas de hoje (ou de ontem ou de anteontem, ou da semana passada) é o bastante para que se perceba o quão redondamente me enganava. Não há fundo. Sempre pode piorar.

E Portugal está em queda. Os portugueses estão em queda – ainda mais do que Portugal. O país tem instituições minimamente organizadas, consolidadas, bastante mais estáveis do que a vida das pessoas que o habitam. Essas, sim, estão em queda livre: cada vez mais televisão e menos música; mais carro e menos passeio; mais pressa e menos gozo; mais trabalho e menos filhos (já são raros os filhos – um desavisado que visitasse os parques e jardins de Portugal poderia pensar que os portugueses tinham deixado de fazer filhos e passado a fazer logo netos); cada vez menos pais e mais televisão (e avós, para quem tem a sorte de os ter).

O que mais será preciso para que os portugueses vejam que é concreta a sua queda e, em grande parte, reversível com movimentos de carácter meramente individual, independentes de governos, estados ou partidos? Um exemplo: não me consta que as estradas e, muito menos os carros, tenham piorado neste país. Se não são os carros nem as estradas, quem, se não os próprios portugueses, pode merecer a culpa pelo aumento das mortes nas estradas de Portugal? Claro que ao Estado cabe educar quem usa e reprimir e punir quem abusa. Mas se o Estado é que tem a culpa pelo aumento das mortes nas estradas de Portugal será pela mesma razão por que é do Estado a culpa por tudo o que de mal aconteça neste país – a nossa infantil necessidade de desresponsabilização, que, claro, exige um culpado de plantão (papel a que o Estado português – arrogante, ineficaz, etc, etc e etc, sim – se presta lindamente).

E, no entanto, se vejo algum movimento de reversão da queda geral não é naquilo que se convencionou chamar de “cidadania” (algo como “povo” mas mais sóbrio – enquanto o povo vai ao futebol, a cidadania vai passear na “Marginal sem Carros” ). Se alguns sectores da vida portuguesa tiveram os brios acesos pela crítica geral, a maior parte estará no sector público, onde se começa a ver funcionários firmemente empenhados em mostrar, pela sua postura e empenho, que há ali eficiência e respeito pelo utente.

Enquanto isso, na Net Cabo…

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Indicadores sobre a pobreza: Portugal e União Europeia

Outubro 17, 2007 · Deixe um comentário

Os dados estatísticos existentes sobre a pobreza e a exclusão social não revelam, por si só, todas as dimensões destes flagelos, mas aproximam-nos da realidade e permitem-nos ir avaliando o caminho que estamos a percorrer.

2007_Indicadores Pobreza.pdf

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A Visão é tudo!

Outubro 11, 2007 · 3 Comentários

Tudo o que virá a seguir, será dos que conseguem sonhar os impossíveis. Dos que sabem o que querem no fim. Dos que têm a força para acreditar e levar o seu sonho para a frente.

Muitas pessoas falam da importância da visão, mas realisticamente, muito poucos praticam. Um dos maiores pecados dos portugueses é exactamente esse: a falta de visão.

Qual de nós pode responder o que quer ser? Para onde caminhamos todos, como nação e como indivíduos? O que queremos ser exactamente? Queremos dar os passos no caminho certo, mas nem sabemos para onde queremos, realmente, ir.

Embora o espírito aventureiro seja uma das nossas principais características, temos de reconhecer que o mundo já foi todo descoberto e que mesmo que tenhamos sido dos primeiros, isso não abona nada a nossa situação actual. Não soubemos, ou não conseguimos, aproveitar a nossa condição de descobridores, não interessam realmente as razões.

Temos a felicidade de estar localizados geograficamente na Europa, porque se estivéssemos em qualquer outro parte do planeta, estaríamos, certamente, pior do que estamos.

Continuamos à espera do D. Sebastião, que virá na manhã de nevoeiro. Continuamos à espera que nos indiquem o caminho e continuamos à espera que as coisas mudem. Mas como disse Andy Warhol, “julgamos que é o tempo que faz as coisas mudarem, mas na realidade temos de ser nós a mudá-las”.

Esta citação é muito poderosa, porque significa que nada está determinado, que podemos mudar o que não gostamos.

Quem acredita que tudo está predeterminado e que não há outra hipótese senão rendermo-nos ao nosso destino (outra característica muito portuguesa), devia visitar o Dubai.

O Dubai é um emirado. Fica no Médio Oriente. A população nativa é muçulmana, na sua maioria. Muitas mulheres andam tapadas na rua. Todas estas características seriam suficientes para o catalogar junto dos outros países árabes que vemos nos noticiários.

No entanto, o Dubai é diferente. É moderno, vibrante, tem um crescimento impressionante e tudo tem movimento. A construção civil neste país é qualquer coisa de avassaladora. Tem, desde há uns dias, o edifício mais alto do mundo e ainda não está terminado. Fizeram ilhas em forma de palmeiras, onde antes apenas existia mar. Construíram tudo isto onde antes apenas existia deserto. Onde não havia água, foram buscá-la ao oceano.

Têm uma economia vibrante, onde apenas 10% do produto interno deriva do petróleo. Está num local ideal para servir de ponte entre a Europa, o Norte de África e a Ásia. Têm uma percentagem de imigrantes muito elevada, onde 85% da população residente é proveniente de outros países. E são mesmo de todas as nacionalidades, a trabalharem juntos e a transformarem o Dubai naquilo que é hoje e no que será amanhã.

Tudo isto, derivado de uma visão. De um homem que disse um dia, deste deserto nascerá uma cidade: moderna, cosmopolita, com possibilidades ilimitadas. Onde nada será considerado como sendo demasiado grande, demasiado ambicioso, demasiado “impossível”. É um pouco desta visão que nos falta. Se o Dubai surgiu do deserto e se transformou num caso de sucesso por que razão Portugal, um país à beira mar plantado e com um clima único não consegue vencer todas as barreiras com que se depara? Quando desenvolvemos inovações tecnológicas como a via verde e os cartões pré-pagos e temos empresas nacionais reconhecidas internacionalmente pelo seu know-how e competências o que nos falta, efectivamente, é ter orgulho de sermos Portugueses e levar essa convicção além fronteiras.

A visão é tudo. Qual é a nossa visão, afinal

Rui Cruz

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O paquete Santa Maria de regresso a Portugal

Outubro 8, 2007 · 1 Comentário

Regresso do Santa Maria

1961, fotografia a preto e branco

Fototeca do Palácio Foz, Lisboa, Portugal

 

Fotografia do regresso a Portugal do paquete Santa Maria, em 17 de Fevereiro de 1961, quando se preparava para acostar no Cais de Alcântara. O navio, propriedade da Companhia Colonial de Navegação, foi tomado por oposicionistas ao governo salazarista em 22 de Janeiro de 1961, tendo acabado por fundear no porto do Recife, no Brasil, em 2 de Fevereiro seguinte. O principal responsável pelo desvio do paquete foi o capitão Henrique Galvão.

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