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Mário Cesariny

Outubro 1, 2007



Poeta e pintor. Pertenceu ao grupo surrealista de Lisboa, desempenhando intensa actividade: intervenção em conferências, publicação de folhas volantes colectivas e individuais, organização de antologias (Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito, 1961; Surreal/Abjeccionismo, 1963; A Intervenção Surrealista, 1966; 50º Aniversário do Primeiro Manifesto Surrealista, 1974; Horta de Literatura de Cordel, antologia, 1983; etc.) Publica também traduções (Rimbaud, Artaud, etc.).

No início da sua vida como escritor e pintor esteve próximo do Neo-Realismo.

A sua poesia é irónica e contestatária das ideologias e dos pensamentos dominantes.

Portugal vai ficando mais pobre. Precisavamos dele para estilhaçar o pensamento de conveniência

Raio de Luz

Burgueses somos nós todos

ou ainda menos.

Burgueses somos nós todos

desde pequenos.

Burgueses somos nós todos

ó literatos.

Burgueses somos nós todos

ratos e gatos

Burgueses somos nós todos

por nossas mãos.

Burgueses somos nós todos

que horror irmãos.


Burgueses somos nós todos

ou ainda menos.

Burgueses somos nós todos

desde pequenos.

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