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Mestres da irrelevância

Outubro 14, 2007

Alguém consegue definir Marques Mendes? É um liberal ou um conservador? Um social-democrata ou um democrata-cristão? Pior: alguém quer saber? E Luís Filipe Menezes? Para lá do seu ressentimento nortenho, alguém lhe conhece uma ideia política? Depois do debate na SIC Notícias é claro que as escolhas dos militantes do maior partido da oposição são entre uma liderança medíocre e uma alternativa populista.

Queixam-se os comentadores: a democracia precisa de oposição. Mas se, como nos querem convencer, não resta a quem governa mais do que gerir o melhor que sabe uma economia que não se decide aqui, ao PSD e ao PS, quando estão na oposição, resta cavalgar no pequeno escândalo e discordar no acessório. E para tratar do irrelevante escolhem-se líderes irrelevantes. Os mestres da irrelevância aí estão: Mendes e Menezes.

Mesmo os partidos que estão fora desta monótona alternância parecem viver bloqueados. O CDS é liberal às segundas, conservador às terças, de extrema-direita às quartas e em tumulto interno no resto da semana. O PCP contenta-se com as glórias do passado. O Bloco de Esquerda parece viver em pânico que alguém desconfie que um dia pode mesmo querer estar num governo. A esquerda não quer, a direita não pode e o centro não deixa que nesta periferia da Europa se faça algum debate político. Restam-nos o “jogging” de Sócrates e as directas do PSD. Animador, não é?

A defesa

Esta semana, Pacheco Pereira defendeu que Mário Machado, o principal “skinhead” português, já condenado por rapto e participação em homicídio, que exibe armas na televisão e é suspeito de vários crimes graves, está preso por delito de opinião. E, numa penada, transforma o rapaz num valoroso Nelson Mandela português, garantindo que a sua prolongada prisão preventiva “aponta para razões puramente políticas”.

Quem se recorda dos seus indignados e repetidos alertas para os perigos que vêm da “extrema-esquerda” não pode deixar de notar até que ponto pode ir a relativização dos mais elementares princípios morais. Pacheco Pereira anda há anos a tentar mostrar que PNR e “skinheads”, de um lado, e BE e PCP, do outro, se equivalem. A sua tese peregrina teria de acabar na menorização dos crimes dos cabeças-rapadas. E assim, no interminável ajuste de contas com o seu passado, Pacheco Pereira chegou ao fim da linha: a repetir os argumentos da defesa de um neo-nazi.

‘Shots’

E assim se decide o futuro do mundo. A América está embrenhada num profundo debate político: porque será que a filha de Giuliani apoia Obama e qual foi o objectivo de Hillary Clinton quando decidiu usar um decote numa conferência de imprensa?

Falta de Inglês Técnico. Numa conversa com George Bush, José Sócrates mostrou dominar tão bem o inglês como seu interlocutor e conversou com ele sobre os problemas do “Middle West”.

Obviamente, nomeio-a. Maria José Nogueira Pinto diz ao Expresso que votou Salazar no concurso da RTP e que os seus grandes valores são ‘Deus, Pátria e Família’. Costa quer nomeá-la para um cargo de confiança política.

Daniel Oliveira

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