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Open source no rumo da inovação

Outubro 14, 2007

Olhando em volta para o incrível cenário de inovação que é a web 2.0, com todos os defeitos e virtudes que um mundo de fronteira sempre tem, uma das tendências imediatamente visíveis é a preferência dos empreendedores pelo código aberto.

Mesmo que me esforce um pouco, não consigo reter um dos serviços lançados nos últimos anos, dos vencedores como o Youtube aos projectos de menor protagonismo como o Twitternotes (o último lançado por inovadores portugueses, com menos de uma semana de vida no momento em que publicamos), que não desenvolva o seu código em software open source – adoptando o modelo de abertura que tem vindo a impôr-se neste ramo.

Começa a ser uma evidência inescapável mesmo para o mercado, que inicialmente desconfiava do conceito de abertura. Hoje os grandes da indústria, a começar pela Google e com a Yahoo! a seguir-lhe a peugada de muito perto, abrem parcialmente os seus poderosos sistemas, partilhando um pouco da sua riquíssima capacidade com os utilizadores. Todos eles, e não apenas os técnicos programadores: qualquer pessoa pode fabricar uma aplicação de sucesso usando o Pipes, basta-lhe ter “a” ideia.

Por outro lado, os serviços de social networking começam a ser empurrados para abrirem um pouco mais as suas API (application programming interface, que permitem o uso dos seus recursos para aplicações externas). A palavra interoperabilidade ganha espaço à medida que mais utilizadores querem o passo seguinte, uma espécie de ovo de colombo: usarmos os nossos dados em múltiplos sistemas sem termos de, estupidamente, preencher sempre as mesmas fichas de inscrição com os mesmos elementos pessoais, eadicionarmos os mesmos amigos que já temos nas outras redes e nos nossos blogues.

O conteúdo que produzimos, esse, já passa de forma transparente de uns para outros serviços graças ao RSS em geral e às aplicações para XML em particular.

De esquema usado por programadores independentes (e desempregados, ou trabalhando fora do horário do patrão, situações que a História faz por não registar) para mostrarem as suas valias a orgulho do hackers e do movimento ciberunderground de finais de 80 até meados de 90, o open source ganhou na Internet o seu país, o seu continente.

Da mesma forma que associamos sistema operativo a Microsoft, leitor de mp3 a Apple, consola de jogos a Sega e Sony e redes a Cisco, a inovação da web social está associada ao open source.

Se só houvesse código fechado no mundo, a Internet não existiria sequer.

Portanto, não me surpreende ver empresas tradicionais reféns dos vendedores de código fechado a irreverentemente procurarem soluções fora dos “parceiros” de tantos anos.

Paulo Querido , jornalista

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